quinta-feira, 6 de abril de 2017

Recensão no Ypsilon do PÚBLICO

Uma leitura de O Jogo das Comparações de Inês Lourenço (Companhia das Ilhas, 2016) por Hugo Pinto dos Santos, no Ípsilon de 31 de Março de 2017 (e a fotografia da autora por José Maçãs de Carvalho).

quinta-feira, 16 de março de 2017

AGUSTINA BESSA-LUÍS

"Sendo eu escritora, estou pronta a divagar sobre os assuntos que vêm ter comigo. Eles têm mais força do que eu. Ainda que se apresentem como pobres, esperam que eu nos seus andrajos não me engane. E descubra oiro que trazem às mãos cheias, porque tudo o que é humano é auxiliar da glória."


in Pensadora entre as coisas pensadas, 2009

quarta-feira, 8 de março de 2017

Dia de Eva

Hoje é dia de evocar a primordial Eva e agradecer-lhe a tentação e a maçã. Se não fosse ela, ainda estávamos naquela pasmaceira do Paraíso, indistintos dos bichos e das plantas. Da sua tentação descendemos nesta hora, escrevendo numa Língua, utilizando uma tecnologia com janelas para o mundo e sabendo...que há vida e morte.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

TESTAMENTO


Se já não te puderes virar na cama
porque maleitas e ossos te impedem. Se
quase inerte és apenas um escoadouro de soros. Se jazes
entre fezes e urina ou sequer sem forças para as expelir. Se tudo
te custa desde respirar e já só um torpor injectável
te torna indistintos os dias e as noites com imagens cada vez
mais enubladas em vozes e ruídos descarnados, exige
que respeitem a casa do teu ser, corpo  
onde habitaste o teu tempo de vida. Deixem-no
fechar as portas e janelas serenamente
sem um dédalo de fios e tubos a enredá-lo
na sua merecida caminhada para um limpo nada.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Apresentação na Livraria Flâneur, Porto



  Três fotos da apresentação do meu último livro "O Jogo das Comparações", ed. Companhia das Ilhas, no passado sábado, 19 de Novembro. Na mesa: José Manuel Teixeira da Silva, Inês Lourenço, André Domingues.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Eleições americanas 2016

"Oito anos, um preto na Casa Branca e agora uma mulher?" Os USA, por intermédio dos seus eleitores mais xenófobos, misóginos, homofóbicos, matarruanos de poucas letras, que nem sabem onde fica o Iraque nem o Vietnam, onde tantos dos seus morreram, essa gente catapultou para a presidência do país mais influente do mundo, uma simiesca personagem, que mercê dos seus biliões e dos seus dislates subiu ao pódio. Afinal não valeu de nada ao Comité Nobel travestir um cantor de protesto de autor de obra poética assinalável, porque os seus compatriotas se estiveram nas tintas para isso.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Ainda José Rodrigues


  Um desenho do Mestre ilumina a capa do n.º 2 dos Cadernos Hífen, editados em 1988.